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Sobre a banalidade dos dias

De Pais para Pais | 18 Junho, 2018

Não quero que a minha filha seja “a melhor”, a “mais precoce” ou lute por ter uma “vida extraordinária” ou ser “um exemplo” – Tudo assim, entre aspas, porque ainda me hão de explicar quem define o que é melhor, mais extraordinário ou exemplar. Não quero que tenha todos os brinquedos da moda, que encaixe nas milestones ou nas pedagogias. Quero, para já, que nos sentemos no chão. Que veja as árvores dançar da janela nos dias de vento ou que aponte para a primeira estrela do céu ao anoitecer. Quero deixá-la sentir tudo o que o seu pequenino coração abarcar, ensinar-lhe o nome dos sentimentos e explicar-lhe que não faz mal sentir, mesmo quando o que sentimos nos parece fazer encolher o peito. Quero que brinque na terra, chafurde na lama, apanhe laranjas da árvore e saiba sentir o seu sabor e a sorte que tem por as poder provar. Quero que sinta o frio que nos encolhe debaixo dos casacos nos primeiros dias de outono e o sol que brilha com a chegada da primavera. Quero que oiça música, dance sem vergonha, ria até lhe doer a barriga e sinta o prazer do abraço de quem se gosta. Prefiro, mil vezes, ensinar-lhe a viver a vida de todos os dias, a ser feliz com os lugares-comuns e a apreciar tudo o que é banal. O extraordinário, nela, na vida dela, virá depois. Virá sozinho. E se não vier, só quero que ela seja perfeitamente feliz com a vida imperfeita que lhe calhar.

 

“Sobre a banalidade dos dias”

Por Erica

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