carrinha Entregas gratuitas em compras a partir de 60€

Os terríveis 2 anos!

De Pais para Pais | 1 Fevereiro, 2019

Quem és tu e o que fizeste ao meu bebé?!

Um bebé de sonho: come bem, faz noites de sono maravilhosas, calminho, não dá trabalhinho nenhum. Até que… faz dois anos!

Nós, que éramos a mãe perfeita (até termos filhos) quando víamos uma birra monumental no supermercado, abanávamos a cabeça condescendentes e murmurávamos em surdina um “Se fosse meu filho! Eu cá não acredito em birras, acredito em falta de educação.”

Ora toma!

Bamm! Toma lá uma princesa arreliada que bate com o pé, que não quer aquelas calças, mas depois já quer, que quer o leite na chávena amarela, não! Na azul! Que não quer vestir o casaco. Que não quer fazer xixi! Que quer conduzir o teu carro. Que faz da ida ao supermercado a apoteose do teu dia, com um espetáculo digno de um drama grego, tudo porque disseste “Não.” quando queria trazer para o carrinho a ultima moda em pensos para a incontinência.

Mãe, pai, e toda a gente no raio que alcança a potência vocal do garoto/a sejam bem-vindos à adolescência da infância (se é que isto faz algum sentido) aos terrible two (os abomináveis terríveis 2) ou simplesmente à fase das birras.

Esta fase, diz quem sabe, pode acontecer entre os 18 meses e os 3 anos de idade.

Dizem os livros que corresponde a um período em que a criança começa a desenvolver comportamentos de oposição, desafiando deliberadamente as solicitações dos pais. É perfeitamente normal e (quase) todas as crianças passam por isso, se bem que uns dêem só um saltinho ao “lado negro da força”.

Ou seja, é normal, é tudo normal. Mas o que fazemos nós pais perante este cenário? Ignoramos? Ralhamos? Fazemos birra com eles (sei de uma avó que ameaçou deitar-se no chão do supermercado com o neto! Não vou dizer que é minha mãe, e o puto é meu filho, para não parecer mal)? O que fazemos?

Ora, vamos lá a ver, imaginem lá que todos os dias alguém vos vestia, mesmo que já soubéssemos como nos vestir? Ou que alguém nos obrigava a comer sopa a todas as refeições? Que nos sentava numa cadeira no carro, quando alegremente outra pessoa o conduzia?

Pois… o nosso bebé, já não o é tanto assim. Aos dois anos já quer ser um mini-crescido, tem a personalidade formada, já sabe o que gosta e o que não gosta, e nós? Nós teimamos em ser pais: em deitá-los a horas certas, em dar-lhes comida, em vesti-los, em não os deixar ir para a rua só de body e sapatilhas e saltar naquelas poças de água tão fixes que parecem piscinas ali mesmo à mão.

Caros pais, estamos todos no mesmo barco! Um conselho: paciência, muita paciência. A pouco e pouco dar autonomia aos nossos mini-ditadores. Ajudar nas suas decisões, levantar a asa para que possam experimentar um bocadinho deste mundo. Deixá-los começar a deixarem de ser bebés.

Ah! e outro conselho, quando a casa sossega? Relaxem! Nunca se sabe quanto tempo vai durar. May the force be with you!

Andreia Mendes

Ler mais
Partilhe:
Outros Artigos
Brincar, hoje e sempre!
  “A criança precisa de ter espaço para criar tempo. Tempo para Brincar, tempo que seja TODO TEMPO INTEIRO. Para Sentir, Aprender, Pensar…nas coisas sérias da vida… no Brincar...
Tempo de brincar 15 Fevereiro, 2019
Como falar da morte com as crianças?
Só agora consigo sentar-me a escrever sobre a história do Julen… Julen era o segundo filho de José e Vicky, um casal de Málaga, apaixonado desde o liceu. O primeiro filho, Óliver morreu quan...
A Costura na Infância
Haverá alguém que não tenha, nas suas memórias de infância, o registo de uma avó a costurar? Atrevo-me a dizer que quase toda a gente, nascida até ao final da década de oitenta/início da d...